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Publicado em: 15/10/2025 às 14:00:00 |
Pesquisa: ameaça de perda de função e sobrecarga são as principais formas de assédio na CAIXA |
Pesquisa:
ameaça de perda de função e sobrecarga são as principais formas de assédio na
CAIXA
Quase metade dos empregados
e empregadas da CAIXA sofreram ou testemunharam ameaça de perda de função e
sobrecarga de trabalho. Os dados são de pesquisa encomendada pela Federação
Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), em que foram
entrevistados 3.820 empregados, da ativa e aposentados, entre junho e julho de
2025. A pesquisa investigou os
riscos psicossociais e os aspectos da organização do trabalho no banco público,
buscando compreender indicadores e contribuir para o desenvolvimento de
políticas de saúde efetivas, melhorando as condições de trabalho. No
levantamento, foi considerada a exposição a práticas assediadoras de forma
direta (ter sido vítima) e indireta (ter testemunhado). A sobrecarga de trabalho foi
a principal prática identificada, com quase metade dos entrevistados afirmando
terem sido vítimas ou testemunhas. Os resultados mostram, também, que práticas
como sobrecarga e ameaça de perda de função aumentam, em quase duas vezes,
tanto o risco de uso de medicação controlada quanto o de diagnósticos
psiquiátricos. Para o presidente da Fenae,
Sergio Takemoto, os números confirmam que o modelo de gestão afeta a saúde
mental dos trabalhadores. “A direção da CAIXA finge não ver que os empregados e
empregadas estão sofrendo com diversos tipos de assédio. Além de não
reorganizar a gestão do trabalho para evitar esse tipo de prática, agora tentou
impor um reajuste no Saúde Caixa quase impossível para os trabalhadores. A
categoria pede urgência nas condições de trabalho e no Saúde Caixa — este
último é fundamental para garantir o tratamento adequado para os empregados que
sofrem com assédio”, afirmou. Em relação aos afastamentos,
41% dos participantes nunca se afastaram. Dos que se afastaram, 82% não
emitiram o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT); destes, 37% justificaram
com medo de retaliação ou recusa do gestor. Os dados reforçam a hipótese de que
o número de afastamentos é insuficiente para mapear o adoecimento e suas
causas, já que há um grande número de empregados trabalhando doentes por medo
ou desinformação. Para mais informações e resultados da
pesquisa, acesse o site da Fenae.
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