Publicado em: 01/08/2025 às 10:00:00

Trabalhadores debatem futuro da Caixa

O Grupo de Trabalho Caixa do Futuro, formado por empregadas e empregados indicados pelas entidades sindicais e por representantes da Caixa Econômica Federal, se reuniu, pela primeira vez, nesta quinta-feira (31). O grupo foi pensado para refletir sobre soluções de defesa do caráter público banco, valorização e manutenção dos direitos dos empregados e para o bom atendimento aos clientes.

“Temos que pensar a Caixa do Futuro tendo em conta o bom atendimento aos clientes, que nós empregados da Caixa sempre nos orgulhamos de fazer. Com atenção a esta relação de proximidade, de humanidade, que o banco público sempre teve e precisa continuar tendo. Um banco com produtos voltados para as reais necessidades das pessoas, que se vendam sozinhos, sem ter que ser ‘empurrados’ pelos empregados aos clientes, para que se batam as metas de vendas estabelecidas pelo banco”, disse o coordenador da representação das empregadas e empregados, Rafael de Castro, que é diretor da Contraf-CUT. “É desta forma, com bons produtos e bom atendimento que vamos recuperar nichos de clientes perdidos nos últimos anos, para que o banco tenha bons resultados e valorize o trabalho dos empregados da ativa e daqueles que se doaram até se aposentar”.

Rafael também ressaltou a importância do diálogo franco e aberto entre o banco e as entidades sindicais. “Tivemos problemas nesta relação há alguns anos e ainda existem resquícios desta relação que precisam ser superados. Nesta mesa de negociações, somos todos empregados Caixa. Precisamos trabalhar em conjunto para resolver as questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades e prejudicam o desempenho do banco junto aos clientes. E é aqui, na mesa de negociações, que podemos estreitar essa relação para juntos defender o banco público e valorizarmos o trabalho das empregadas e empregados. Assim vamos resgatar o orgulho que sempre tivemos de trabalhar na Caixa”, disse.

Foco no cliente

O banco fez uma apresentação sobre sua “cultura organizacional”, ressaltando que o propósito da Caixa é “transformar a vida das pessoas”, sendo indispensável ao Brasil, atuando com agilidade, eficiência e centralidade no cliente. E que, nesta cultura organizacional, “cooperar é melhor do que competir”.

“Será muito bom se a gente conseguir concretizar o que foi falado nessa apresentação, pois hoje estamos seguindo por um caminho que não é esse”, observou a representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) do Nordeste, Chay Cândida. “Hoje a empresa não consegue se alinhar ao mercado e, ao mesmo tempo, pensar no bem dos empregados e no bom atendimento aos clientes”, completou.

“Éramos agentes de transformação social. Hoje até nos esquecemos deste termo. Fico contente que este trabalho, de pensar o banco do futuro, trabalhe para recuperar esse espírito”, reforçou a representante da Fetrafi do Rio Grande Sul, Sabrina Muniz.

Super Caixa

Outro ponto apresentado pela Caixa foi com relação ao programa de