Publicado em: 02/04/2025 às 09:00:00

Saúde Caixa: desequilíbrio financeiro reforça reivindicação pelo fim do teto estatutário

O Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa, composto por representantes dos trabalhadores e do banco, se reuniu na manhã desta terça-feira (1º/4). O banco apresentou os dados gerenciais e os resultados financeiros do plano nos dois primeiros meses do ano.
Segundo os dados apresentados pela Caixa, o plano possui uma reserva técnica de R$ 101,5 milhões, mas o resultado assistencial do primeiro bimestre ficou negativo em R$ 154,1 milhões, com receitas de R$ 573,2 milhões e despesas de R$ 727,3 milhões. Tanto as receitas quanto as despesas ficaram dentro dos valores projetados.
“O saldo de receitas e despesas do bimestre mostra que, para evitarmos o desequilíbrio financeiro do plano no curto prazo, o banco precisa, urgentemente, retirar de seu estatuto o teto para o seu custeio com a saúde das empregadas e empregados, para que, assim, possa cobrir 70% dos custos do Saúde Caixa, como estipulado no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) específico do plano de saúde, e que não é atingido exatamente pela restrição prevista no estatuto”, disse o coordenador do GT Saúde Caixa, Leonardo Quadros.

Hoje, o estatuto social da Caixa limita em 6,5% da folha de pagamentos os gastos do banco com a saúde de seus empregados. Este limite impede que a Caixa arque com os 70% dos custos do Saúde Caixa, conforme estipulado no ACT específico do plano. Com isso, o somatório das contribuições dos usuários está se aproximando dos 50% dos custos do Saúde Caixa. “Os valores de mensalidades cobrados dos usuários do plano já estão muito altos. Independentemente de idade, ou faixa salarial, já extrapolou o limite do que podemos pagar”, reforçou o coordenador do GT Saúde Caixa.

O representante da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb/SP-MS), Carlos Augusto (Pipoca), ressaltou ainda que a política de custeio estabelecida pelo banco “pressiona os colegas a saírem do plano e buscar uma alternativa no mercado, principalmente aqueles que têm salários mais altos”, disse.

“Só não fizeram isso ainda porque o Saúde Caixa tem coberturas que os planos de saúde ofertados pelo mercado não possuem e, mesmo assim, também têm altos custos e o risco de aumentos bruscos de preços, a redução drástica da rede credenciada e da qualidade do atendimento, devido à regulamentação precária dos planos de saúde no país”, ressaltou o representante da Federação das Bancárias e dos Bancários do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Serginho Amorim. “Cobramos que o Saúde Caixa melhore sua rede credenciada, e contenha os aumentos das mensalidades para evitar que o plano se iguale aos demais e, desta forma, haja uma debandada de usuários”, completou.

Queremos Saúde, Caixa

Desde fevereiro, a Contraf-CUT, juntamente com federações e sindicatos de bancários de todo o país, realizam uma campanha para cobrar a melhoria da qualidade de atendimento e a contenção dos custos das mensalidades pagas pelos usuários do Saúde Caixa.

“Precisamos continuar realizando ações de racionalização das despesas para reduzir os custos desnecess