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Publicado em: 26/12/2025 às 08:00:00 |
2025 – Um grande ano para a organização dos trabalhadores e das trabalhadoras |
![]() Estamos encerrando um ano grandioso em desafios e conquistas para a classe trabalhadora, em especial para a categoria bancária que teve intensa agenda de formação, lutou bravamente e teve conquistas na esfera políticam e mesa de negociação. Formação e mobilizaçãoNo dia 31 de maio, a Fetrafi-MG realizou, simultaneamente, dois encontros estaduais de bancárias e bancários para debater os principais pontos relacionados ao dia a dia de trabalho e a mobilização, levando em conta a conjuntura política e social do país, além de preparar para a Conferência Estadual dos Bancários e das Bancárias. O Encontro Estadual de Bancari@s de Bancos Públicos reuniu empregadas e empregados da Caixa e do Banco do Brasil. Já o Encontro Estadual de Bancárias e Bancários de Bancos Privados debateu pautas do Itaú, Bradesco, Santander e Banco Mercantil. ![]() Nos dias 4 e 5 de junho, a Fetrafi-MG realizou a 27ª Conferência Estadual dos Bancários, em Juiz de Fora. ![]() Representantes eleitos definiram coletivamente prioridades e estratégias e escolheram representantes para as comissões temáticas e comissões de empresa e delegados para a Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias. ![]() As questões relacionadas a gênero, que tornam o dia a dia das mulheres mais difícil do que para os colegas homens, tiveram lugar de destaque na Conferência. ![]() A delegação de Minas Gerais marcou presença nos debates e construções de pautas d@s trabalhadores do Banco do Brasil, no 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil , e do 40º Congresso Nacional dos Empregados e Empregadas da Caixa (22/07). Os dois encontros tiveram como lema: “Futuro justo, sustentável, inclusivo e democrático” e foram realizados em São Paulo. ![]() De 22 a 24 de agosto foi realizada em São Paulo a 27ª Conferência Nacional das Bancárias e Bancárias. Os 629 delegados da categoria, incluindo a delegação de Minas Gerais, que teve presença expressiva, aprovaram as resoluções com uma ampla agenda de reivindicações e propostas do movimento sindical bancário, com foco em questões econômicas, sociais e políticas. ![]() Todas as deliberações e moções aprovadas apontam para um futuro mais justo, inclusivo e democrático para a categoria bancária e o Brasil. O Seminário Jurídico realizado pela Fetrafi-MG em Belo Horizonte, nos dias 17 e 18 de junho de 2025, reuniu especialistas e dirigentes dos oito sindicatos filiados para debater estratégias para a conquista de direitos. No dia 22 de outubro foi realizado o primeiro Seminário de Saúde da Fetrafi-MG. Com o mote “Um Olhar Atento à Saúde do Trabalhador e Trabalhadora”, o Seminário foi um marco na história da Federação preparando lideranças para os desafios da luta sindical. ![]() Mobilização por emprego e justiça tributáriaSe foram muitos os avanços no campo da formação, na relação com o pior Congresso Nacional da história do Brasil, o ano foi de disputa e embates para manter direitos. Apesar das adversidades, a unidade e a inovação do movimento sindical garantiram uma vitória histórica: Sanção da lei de iniciativa do presidente Lula que garante isenção do IR até R$ 5 mil, concede descontos para trabalhador@s com renda de até R$ 7.350/mês e aumenta a taxação para altas rendas. A medida começa a valer a partir de janeiro do ano que vem e deve beneficiar mais de 15 milhões de brasileiros. ![]() Outra vitória no Congresso é a aprovação do Projeto de Lei nº 8.413/2017, que resgata a obrigatoriedade da assistência sindical nas rescisões de contrato de trabalho para empregados com mais de um ano de serviço, na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados. O PL, de autoria do deputado Marco Maia (PT/RS), reestabelece garantias essenciais no momento da rescisão contratual, como a presença do sindicato no momento de homologação, reflete a força da organização bancária para retomar direitos ceifados pela Reforma Trabalhista. A organização bancária também fez a diferença na defesa do Banco do Brasil, que sofria um ataque coordenado do agronegócio e do Centrão, após elevada inadimplência de credores-latifundiários. Em Minas Gerais, lideranças e sindicatos participaram, ao lado do Sindágua-MG, da CUT Minas e do Bloco Democracia e Luta, da forte mobilziação contra a privatização da Copasa. Vergonhosamente, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou, por 53 votos a 19 (17/12), o projeto de lei do governador Romeu Zema que autoriza a privatização da estatal que presta serviço essencial para a população. Além das mesas permanentes de negociação, foi preciso muita mobilização para denunciar e pressionar banqueiros que, surfando na onda da Inteligência Artificial – fecharam muito mais agências, precarizando contratos de trabalho – via terceirização e violando o direito do cliente ao atendimento bancário, uma tendência que ameaça fortemente o emprego bancário. Enquanto o mercado de trabalho brasileiro tem desempenho histórico com alta empregabilidade, o cenário positivo não se repete no setor bancário. De acordo com o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e setembro deste ano, o país gerou 1,7 milhão empregos formais, enquanto no setor bancário eliminou 8.807 vagas. ![]() Como resposta, ao longo de 2025, lideranças bancárias organizaram ações em todo o país para denunciar a gestão dos bancos privados como Bradesco, Santander, Itaú e Mercantil, que fecham agências, demitem e sobrecarregam trabalhador@s em busca de lucro, adoecendo bancári@s e excluindo a população do atendimento bancário. Além de comprometer direitos sociais, o encerramento de agências também afeta diretamente a economia local. Segundo o Dieese, ao mesmo tempo em que anuncia lucro bilionário, sozinho, o Bradesco é responsável por 38% das agências fechadas no Brasil no último ano. ![]() Lideranças do GT de Saúde cobraram explicações do Itaú sobre convocações indevidas, canal de denúncias e descontos indevidos em contracheques. COE Santander cobrou transparência, negociação e proteção aos trabalhadores e trabalhadoras diante de nova reestruturação imposta pelo banco. Mesmo acumulando R$ 11,5 bilhões de lucro nos primeiros nove meses de 2025, o Santander fechou, desde 2019, 1.367 agências que passaram a ser chamadas de “lojas” nos balanços. ![]() No mesmo período, o número de clientes cresceu em 22,3 milhões (+47,4%). Com isso, a sobrecarga se ampliou: o número médio de clientes por empregado subiu 36,1% (de 988,8 para 1.346,2). Portas fechadas para quem mais necessitaAté empregad@s da Caixa e funcionári@s do BB precisaram realizar ações no Dia Nacional de Luta. Na Caixa a luta foi contra o fechamento de agências, iniciado em 2017 e drasticamente intensificado em 2024 e 2025. Dados do Dieese mostram que desde 2017 foram fechadas 196 agências da Caixa. ![]() Muito esforço também para vencer barreiras no custeio do Saúde Caixa e firmar acordo que reduziu prejuízos. ![]() Manifestações na porta das agências do Banco do Brasil denunciaram os ataques da direção do banco aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, que vêm sofrendo com decisões unilaterais que precarizam as condições de trabalho e intensificam a pressão por metas. Entre os principais pontos de insatisfação estão o corte de vagas de seis horas e a substituição por cargos de oito horas, uma manobra que agrava a sobrecarga. ![]() Representatividade e igualdadeOs dirigentes César Roberto Rodrigues, Carolina Gramiscelli e Helberth Ávila participaram da I Conferência Nacional IA com Direitos Sociais, realizada em 3 de outubro, no Auditório da Universidade Federal do ABC (SP). Dentre os objetivos principais do encontro estava elaborar reivindicações para garantir proteção aos trabalhadores e trabalhadoras, participação nas decisões tecnológicas e distribuição justa dos ganhos de produtividade. ![]() Os bancários de Minas Gerais tiveram presença expressiva no VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, dias 6 e 7 de novembro, em Fortaleza. A Federação foi representada pelo presidente Carlindo Dias (Abelha), Taiomara Neto de Paula (Sintraf), Helder Guedes Meira, presidente do Sindicato dos Bancários de Teófilo Otoni e Davidson Siqueira, que também dirigente do Sindicato dos Bancários de BH. No dia 6 de novembro, a Federação, representada pela secretária de Organização do Ramo Financeira, Carolina Gramiscelli, participou da Jornada Sindical Internacional: IA no sistema Financeiro. E encontro foi promovido pela UNI Américas Finanças e Contraf_CUT para debater a transição justa no uso das novas tecnologias. Nos dias 17 e 18 de novembro, os dirigentes Helberth Ávila, César Roberto Rodrigues e Ivan Gomes Caetano se uniram a outros assessores, que atuam em entidades sindicais do ramo financeiro, na capital paulista, para o “Workshop de comunicação e atuação em redes”. O evento, realizado pela UNI Américas e Contraf-CUT, debateu a comunicação como ferramenta estratégica para convencer e alcançar as transformações que as entidades buscam. ![]() A Fetrafi-MG e os sindicatos divulgaram o 4º Censo da Diversidade no setor bancário. A pesquisa, respondida diretamente na intranet dos bancos, foi fruto da Campanha Nacional 2024 e ajudou a diagnosticar o perfil da categoria bancária e, assim, desenvolver, de forma mais eficiente, as nossas reivindicações nas mesas de negociação com os bancos. Dirigentes de Minas Gerais participaram do Curso de Formação Sindical para Dirigentes dos sindicatos, promovido pela Secretaria de Formação da Contraf-CUT, nos dias 13 e 14 de novembro, em Belo Horizonte. ![]() A Federação também participou do Seminário Internacional “Disputar a Renda, Reduzir Desigualdades”, promovido pelo Dieese em São Paulo, dia 11 de dezembro, por meio do secretário de Imprensa Helberth Ávila de Souza. ![]() O encontro debateu temas essenciais como a tributação e a distribuição de renda, desafios para a valorização da renda do trabalho no Brasil e a renda como instrumento de superação de desigualdades de gênero, raça, território e promoção da segurança alimentar. Sindicalismo em altaCom toda esta atuação e resultados conseguidos em 2025, não é de se espantar que, apesar dos ataques à organização d@s trabalhador|@s, houve crescimento da confiança d@ trabalhad@r brasileiro nos sindicatos. ![]() Segundo pesquisa do IBGE, o número de 8,9%, em 2024, a sindicalização cresceu pela primeira vez desde 2012. Houve aumento da sindicalização em todos os níveis de instrução na comparação com 2023. Pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi – a pedido da CUT e da Fundação Perseu Abramo – revelou que 70% dos entrevistados avaliam os sindicatos como “importantes” ou “muito importantes” para a defesa dos direitos e a melhoria das condições de trabalho. Entre @s jovens trabalhador@s, o reconhecimento sobre a importância dos sindicatos é ainda maior (74,6%), números que, na avaliação do presidente da Fetrafi-MG, Carlindo Dias Abelha, confirmam que toda a luta, dedicação e esforço dos dirigentes e entidades sindicais estão na direção certa. “A pesquisa ‘O Trabalho e o Brasil’ confirma que, mesmo num mundo de tantas transformações, seja de ordem digital, política ou social e das ameaças de precarização, as organizações d@s trabalhador@s continuam sendo reconhecidas como essenciais para assimilar as inovações e regular as relações de trabalho. Sigamos, portanto, em 2026, trabalhando e cumprindo esse papel essencial para a democracia”, afirma. FONTE:Fetrafi-MG |
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